Institucional MAV

Missão

O Museu de Artes Visuais da Unicamp é uma instituição pública, de caráter permanente, que tem como missão a exposição, conservação, proteção, valorização e ampliação de seu acervo museológico, arquivístico e bibliográfico, de forma a possibilitar a promoção e difusão da educação, pesquisa e do conhecimento em artes visuais.

Objetivos

Seus objetivos institucionais são:

  • Constituir acervo tanto artístico quanto documental;
  • Promover o intercâmbio artístico, intelectual e científico com instituições afins do Brasil e do exterior;
  • Propiciar condições para o desenvolvimento de atividades diversas de criação, ensino, pesquisa e extensão, incentivando em especial projetos de caráter contemporâneo;
  • Divulgar e promover a arte e, em particular, as artes visuais;
  • Ser um espaço de reflexão sobre a arte na contemporaneidade;
  • Assegurar o convívio inclusivo em suas dependências e garantir condições de acessibilidade às suas atividades;
  • Assegurar a diversidade cultural em sua programação.

Histórico

História do Museu de Artes Visuais (MAV) da Unicamp

O Museu de Artes Visuais (MAV) da Unicamp é um museu universitário com foco na linguagem artística contemporânea. Atualmente vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC), o MAV atua como um espaço fundamental para a salvaguarda de patrimônio, pesquisa acadêmica e aproximação entre a Universidade e a comunidade externa.

As Origens: A Galeria do Instituto de Artes (GAIA)

As bases do museu começaram a ser formadas a partir das atividades da Galeria do Instituto de Artes da Unicamp (GAIA), inaugurada em 1984. O acervo inicial foi se constituindo sistematicamente a partir da doação de obras de artistas que participavam de exposições temporárias na Galeria, incluindo alunos da Pós-Graduação, docentes-artistas e convidados. Em 2006, esse acervo já contabilizava 600 peças — incluindo as notáveis coleções de Geraldo de Barros e Anatol Wladislaw.

Neste período, os professores e diretores do Instituto de Artes, José Roberto Zan (2003–2007) e Sara Pereira Lopes (2007–2010), deram passos cruciais para a formalização do espaço. Eles efetivaram o cadastro do museu no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), assinaram a adesão ao Sistema Brasileiro de Museus e articularam a doação do acervo da GAIA — que já somava cerca de 1.000 obras — para a gestão central da Reitoria da Unicamp.

A Criação Institucional e os Primeiros Anos

A partir da doação efetivada em 2009 pela Congregação do Instituto de Artes, a Universidade designou grupos de trabalho e comissões gestoras para estruturar a missão e os eixos conceituais do novo museu.

O Museu de Artes Visuais da Unicamp foi oficialmente criado em janeiro de 2012 (Resolução GR 004/2012). Sob a liderança de suas primeiras diretoras, as professoras Maria de Fátima Morethy Couto e Ana Angélica Albano, seguidas pela gestão das professoras Ana Angélica Albano e Lucia Helena Reily (2014–2016), o museu priorizou sua estruturação administrativa, a difusão da arte educação através do projeto “Conversas com o Acervo” e a consolidação de sua identidade visual.

O Conceito de "Museu Laboratório" e a Digitalização

Em 2017, o MAV foi incorporado à recém-criada Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC — atual ProEEC). As gestões lideradas pelas professoras Sylvia Furegatti e Iara Lis Schiavinatto (posteriormente substituída pelo prof. Evandro Ziggiatti Monteiro) introduziram o conceito de Museu Laboratório. Esse modelo propôs o estreitamento das relações com a comunidade metropolitana de Campinas e com o circuito artístico nacional, promovendo curadorias em novos espaços como o Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC).

Durante o período de trabalho remoto imposto pela pandemia de Covid-19 (2020–2021), o MAV concentrou-se na qualificação de seus dados, ingressando no Sistema Estadual de Museus (SISEM) e implementando a plataforma Tainacan. Inaugurada publicamente em 2023, a plataforma virtualizou o acervo — que hoje conta com 1.433 peças catalogadas — democratizando o acesso e impulsionando a pesquisa.

Em 2022, o museu celebrou seu décimo aniversário com o projeto “Paisagem sob Inventário”, que resultou em uma grande exposição e no lançamento de um livro.

Em 2023, ocorre a exposição: “Em visita. Helô Sanvoy e Sérgio Adriano H” e o Seminário Internacional – Práticas artísticas contemporâneas a partir do eixo Sul – Chile. Em outubro de 2023, o MAV Unicamp lança oficialmente as versões e-book e impressa do livro “Paisagem sob Inventário”, projeto derivado do trabalho realizado no ano de 2022.

Em 2024, a Professora Sylvia Furegatti é convidada a assumir a coordenação da Diretoria de Cultura da Unicamp e inicia a transição para uma nova diretoria para o Museu de Artes Visuais. Seguindo-se os procedimentos estabelecidos pelo Regimento do MAV, a indicação da nova coordenação é estabelecida a partir de consulta ao Conselho Executivo, que deve aprovar a indicação de um conselheiro para a direção. É indicado o nome do Professor Doutor Gabriel Ferreira Zacarias, que assume a direção do museu no dia 1o de março de 2024. No mesmo mês, ocorre a abertura da exposição “Aproximações”, no Museu de Arte de Ribeirão Preto. Colocando em relação os acervos do MARP e do MAV, a mostra apresenta 53 artistas e 69 obras.

Novos Caminhos e Contemporaneidade

Em março de 2024, a coordenação do MAV foi assumida pelo Prof. Dr. Gabriel Ferreira Zacarias. Este novo ciclo marca a retomada da reestruturação funcional do museu e a produção de conhecimento a partir da sua rica coleção.

A atuação ativa do MAV segue conectando as artes visuais aos debates mais urgentes da contemporaneidade. As exposições recentes reforçam o vigor de sua agenda pública, incluindo parcerias e itinerâncias marcantes:

  • Arte Imprópria – outubro de 2024. A exposição interrogou formas de subversão política através da ressemantização de objetos do cotidiano e criticou a noção de propriedade. A mostra foi levada em itinerância para o Centro Cultural USP São Carlos em maio de 2025.
  • DIREITO À – abril de 2025. Ocorre a exposição do artista Raphael Escobar, realizada sob a direção de Zacarias no MAV. O trabalho focou na produção cultural e nas narrativas de resistência dos habitantes do território conhecido como “Cracolândia”, no centro de São Paulo.
  •  Nada como um dia depois de outro – outubro de 2025. Com curadoria de Gabriel Zacarias e de uma equipe adjunta de pesquisadoras da Unicamp, a mostra uniu os acervos do MAV e do MACC (Museu de Arte Contemporânea José Pancetti), celebrando os 60 anos do MACC e abrindo as comemorações dos 60 anos da Unicamp. O trabalho tomou como ponto de partida a história do MACC e as relações com o acervo do MAV, para em seguida construir um conjunto de conceitos que permitisse articular as temporalidades atravessadas por essas coleções.
  • Claudio Tozzi: Pós Imagem – junho de 2026. A exposição trouxe a Campinas um recorte histórico e abrangente da produção gráfica do artista Claudio Tozzi, um dos maiores expoentes da Nova Figuração, reconhecido internacionalmente como artista pop, é também artista público com intervenções em muitas cidades brasileiras. A exposição apresentou um recorte abrangente da produção gráfica do artista, acompanhando toda sua trajetória de mais de meio século de história. Os trabalhos expostos compreendem desde sua conhecida produção figurativa, que retrabalha as imagens da cultura de massas, até seus trabalhos mais recentes, próximos da abstração. O fio condutor entre esses diferentes momentos parece ser um único impulso: o da busca por uma criação visual contrária à instrumentalização mercantil da imagem.
  • Linha de fuga – agosto de 2026. Mostra do artista Sérgio Augusto Porto na Galeria de Arte do Instituto de Artes (GAIA). A exposição foi o resultado prático de uma pesquisa de doutorado orientada por Gabriel Zacarias, resgatando a trajetória experimental do artista nos anos 1970 e seu diálogo precursor com a consciência ambiental e a ecologia.